Câmara de Pelotas aprova projeto para estudar tarifa zero nos ônibus
CÂMARA DE PELOTAS APROVA PROJETO PARA ESTUDAR TARIFA ZERO NOS ÔNIBUS Estudo prevê análise de viabilidade da gratuidade no transporte coletivo, que pode custar cerca de R$ 78 milhões por ano aos cofres públicos A Câmara de Vereadores de Pelotas aprovou um projeto de lei que cria o Programa Municipal de Estudos para Viabilização da Tarifa Zero no transporte coletivo urbano. A proposta é de autoria do vereador Jurandir Silva (PSOL) e agora aguarda sanção do Executivo. O projeto prevê a criação de um grupo de trabalho responsável por analisar se a gratuidade no transporte público da cidade é financeiramente e operacionalmente viável. Entre os pontos que deverão ser estudados estão os custos do sistema, impacto nas contas públicas, aumento da demanda de passageiros e as condições atuais do transporte coletivo. Ainda não há um custo oficial definitivo para a implantação da tarifa zero em Pelotas, mas estimativas do Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) apontam que a medida exigiria um subsídio público de aproximadamente R$ 78 milhões por ano. O valor considera a necessidade de manter a operação do sistema sem cobrança direta das passagens. Segundo o vereador, a intenção é construir uma base técnica antes de qualquer decisão sobre a implantação da tarifa zero. Jurandir afirma que experiências em outras cidades apontam resultados positivos, como aumento do uso do transporte público, redução do trânsito e ampliação do acesso à mobilidade urbana. O parlamentar também destacou que uma eventual implementação exige planejamento detalhado e estudos aprofundados para medir os impactos econômicos e operacionais da medida. A proposta reacende o debate sobre a qualidade do transporte coletivo em Pelotas, em meio às frequentes reclamações sobre atrasos, redução de linhas, lotação e altos custos das passagens. Em meio à discussão sobre ampliar os gastos públicos para financiar a tarifa zero, também cresce o questionamento: afinal, qual serviço público hoje é considerado realmente satisfatório pela população? Foto: Arquivo - JL
