Enchentes de 2024 deixaram marcas profundas na vida dos gaúchos, aponta pesquisa
ENCHENTES DE 2024 DEIXARAM MARCAS PROFUNDAS NA VIDA DOS GAÚCHOS, APONTA PESQUISA DO IBGE Uma pesquisa inédita do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou a dimensão dos impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. O levantamento mostra que mais de 6,3 milhões de moradores foram afetados pelo desastre climático e que as consequências ainda permanecem presentes na rotina de milhares de famílias. Entre os dados mais preocupantes está o impacto na saúde mental da população. Segundo a pesquisa, 67,5% dos entrevistados afirmaram ter sofrido abalo emocional em decorrência das enchentes, tornando este o principal efeito do desastre na vida dos gaúchos. O estudo também apontou que 14,6% dos moradores precisaram mudar de endereço após as chuvas, enquanto 55,5% relataram danos estruturais em suas residências. Em muitos casos, os prejuízos foram tão severos que os imóveis foram classificados como destruídos ou muito danificados. As enchentes afetaram ainda a infraestrutura das cidades. Interrupções no fornecimento de água e energia elétrica atingiram cerca de dois terços dos domicílios pesquisados, além de problemas em ruas, rodovias e no transporte público. Em Pelotas, os reflexos do desastre também foram significativos. Mais da metade dos moradores relatou danos nas ruas e rodovias próximas às suas residências, enquanto a recuperação do mercado de trabalho apresentou desempenho inferior ao observado em outras regiões do Estado. A pesquisa mostrou ainda a importância da solidariedade durante o período crítico das enchentes. Entre os domicílios que precisaram ser resgatados, quase 75% receberam auxílio de voluntários, número superior ao atendimento realizado por órgãos oficiais. Realizada em 133 municípios gaúchos, a pesquisa do IBGE é a primeira do país desenvolvida especificamente para medir os impactos sociais e econômicos de um desastre climático de grande escala. Os resultados deverão servir de base para a formulação de políticas públicas voltadas à prevenção, recuperação e adaptação às mudanças climáticas. Foto: Divulgação
