Meteorologista alerta para risco climático no Sul
METEOROLOGISTA VOLTA A ALERTAR PARA RISCO CLIMÁTICO NO SUL Um dos primeiros meteorologistas a alertar sobre o risco das enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o meteorologista Ronaldo Coutinho voltou a chamar atenção para a possibilidade de um novo período de instabilidade climática no Sul do país. Com sede em Santa Catarina, a Climaterra atua há décadas no monitoramento meteorológico da Região Sul, utilizando uma ampla rede de estações e equipamentos próprios. As análises de Coutinho ganharam destaque nacional após os alertas feitos antes das chuvas extremas registradas no estado gaúcho. Agora, segundo o meteorologista, o Oceano Pacífico já apresenta sinais associados à formação de um novo episódio de El Niño, fenômeno climático conhecido por aumentar o volume de chuvas no Sul do Brasil. Coutinho afirma que o cenário atual possui semelhanças com períodos que antecederam grandes enchentes históricas, especialmente eventos registrados nas décadas de 1980 e também em 1941. Nesses períodos, cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina enfrentaram longos períodos de chuva persistente, rios acima do nível normal e grandes alagamentos. As comparações feitas pelo meteorologista incluem as enchentes de 1983 e 1984 em Santa Catarina, episódios fortemente influenciados pelo El Niño e que afetaram milhares de pessoas. No Rio Grande do Sul, grandes enchentes também costumam ser associadas a períodos de aquecimento do Pacífico, como ocorreu em 1941, 2015 e 2024. Especialistas ressaltam, porém, que a presença do El Niño não significa automaticamente a repetição de uma tragédia climática. O fenômeno aumenta o risco de chuva acima da média e eventos extremos, mas outros fatores atmosféricos também influenciam diretamente na intensidade das chuvas e no risco de enchentes. Ainda assim, meteorologistas recomendam atenção constante às atualizações climáticas, especialmente em áreas próximas a rios, arroios, lagoas e regiões historicamente vulneráveis a alagamentos. Foto: Divulgação
