EUA Classifica PCC e Comando Vermelho como Terroristas
EUA CLASSIFICAM PCC E COMANDO VERMELHO COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS E DECISÃO GERA ALERTA NO BRASIL O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão, comunicada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante o governo do presidente Donald Trump, provocou forte repercussão e abriu debates sobre os impactos jurídicos, econômicos e diplomáticos envolvendo os dois países. As facções passarão a integrar duas categorias previstas na legislação dos EUA: “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs), com vigência imediata, e “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs), que passa a valer integralmente a partir de 5 de junho após comunicação formal ao Congresso norte-americano. Na prática, a medida permite o bloqueio de bens e recursos financeiros ligados aos grupos, além de abrir espaço para sanções contra pessoas, empresas e instituições que mantenham relações vinculadas às facções. Especialistas avaliam que a decisão pode gerar reflexos econômicos indiretos no Brasil, aumentando a cautela de investidores estrangeiros. Segundo o professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel, o cenário pode gerar relutância no mercado internacional, já que muitas empresas evitam riscos para não enfrentar problemas com o fisco e a Justiça dos Estados Unidos. Outro ponto que gera preocupação é o risco de desgaste diplomático e de soberania. O promotor de Justiça do Gaeco do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, alertou em entrevista ao podcast O Assunto sobre a possibilidade de ações militares secretas norte-americanas em território brasileiro. Além disso, analistas apontam que a cooperação no combate ao narcotráfico — hoje realizada entre o Brasil e a agência de drogas DEA — pode ser dificultada caso as investigações migrem para a CIA devido à nova classificação de terrorismo. O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Marco Rubio nos Estados Unidos para tratar do tema. Em contrapartida, o governo do presidente Luiz Inácio
