Goleiro Bruno, condenado por assassinato, é preso em RJ
Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia (RJ) após 2 meses foragido Segundo a Polícia Militar, o goleiro, que era considerado foragido da Justiça há dois meses, não apresentou resistência e colaborou com as equipes policiais O goleiro Bruno, condenado pela morte da modelo Eliza Samúdio, foi preso durante uma operação da Polícia Militar em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (08). Segundo a Polícia Militar, o goleiro, que era considerado foragido da Justiça há dois meses, não apresentou resistência e colaborou com as equipes policiais. A ação foi realizada após troca de informações entre agentes de inteligência da corporação do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. O ex-jogador do Flamengo tinha um mandado de prisão em aberto contra ele após não se apresentar para cumprir a determinação de retorno ao regime semiaberto. Segundo o Ministério Público, Bruno descumpriu uma série de condições impostas à prisão domiciliar. Bruno Fernandes foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, com quem teve um relacionamento. O crime ocorreu em 2010 e o corpo da vítima nunca foi encontrado. Revogação da condicional Em março, a Justiça do Rio de Janeiro revogou a condicional e expediu um mandado de prisão para o goleiro Bruno por ele ter saído do estado sem autorização. Recentemente, ele voltou aos gramados, atuando pelo Vasco do Acre, em Rio Branco. A ida de Bruno ao Acre foi o que motivou a Vara de Execuções Penais a tomar as medidas. "As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido", escreveu o juiz Rafael Estrela Nóbrega na ocasião. O goleiro fez apenas um jogo pelo Vasco-AC. Ele atuou pela Copa do Brasil, no empate por 1 a 1 contra o Velo Clube. Na disputa de pênaltis, Bruno defendeu duas cobranças, mas não evitou a eliminação do time acreano. A chegada do jogador ao Vasco-AC foi controversa. A rede de mercados Arasuper, que era patrocinadora máster da equipe, rompeu o contrato após a partida pela Copa do Brasil. A justificativa foi "acontecimentos recentes envolvendo o clube".
