Mulher de 56 anos morre em Rio Grande após 2 dias aguardando UTI
Paciente de 56 anos morre em Rio Grande após esperar dois dias por leito de UTI A madrugada desta terça-feira (9) foi marcada por uma perda que comoveu a comunidade do Balneário Cassino e reacendeu o debate sobre a crise no sistema de saúde da região. Uma moradora do balneário, de 56 anos, faleceu após passar cerca de dois dias aguardando transferência para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A paciente havia dado entrada na UPA Cassino no último dia 6, apresentando sintomas de falta de ar, tosse e diarreia. Portadora de asma, ela teve o quadro severamente agravado por uma infecção respiratória aguda, sendo necessário o procedimento de entubação ainda na unidade de pronto atendimento. No momento da urgência, no entanto, não havia vagas disponíveis nos leitos de UTI da Santa Casa de Rio Grande e nem do Hospital Universitário (HU-Furg). Diante da gravidade da situação e da ausência de leitos locais, os familiares foram obrigados a buscar auxílio judicial para tentar garantir a transferência urgente. Após um novo apelo à Justiça devido à piora progressiva do quadro de saúde, a remoção foi autorizada. Inicialmente, cogitou-se o encaminhamento da paciente para a cidade de Camaquã, mas uma vaga acabou sendo liberada de última hora no Hospital Universitário da Furg, permitindo que a transferência fosse realizada na noite de segunda-feira. Apesar de todos os esforços das equipes médicas após a chegada ao hospital, a paciente não resistiu e veio a óbito à 1h50 da madrugada desta terça-feira. Conforme o atestado de óbito, a causa da morte foi pneumonia, agravada por asma e outras complicações respiratórias. O caso gerou forte indignação e comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade, trazendo novamente à tona a discussão sobre a escassez crônica de leitos de UTI na região sul e a capacidade de suporte do sistema de saúde para o atendimento de pacientes em estado crítico. •Pelotas - Notícias 24HRS #pelotas #pelotas24hrs #noticias
