Pelotas recebe segunda certificação Angels para tratamento de AVC isquêmico
O tempo é o principal inimigo de quem sofre um acidente vascular cerebral. Para que o tratamento de um AVC isquêmico seja eficaz e sem sequelas permanentes, o paciente precisa receber o medicamento correto em até 4h30 após o início dos sintomas — e é exatamente esse critério que o programa internacional Angels avalia ao certificar redes de saúde ao redor do mundo. Pelotas acaba de receber essa certificação pela segunda vez. Como funciona a cadeia de atendimento O percurso começa antes mesmo do hospital. Pacientes com sintomas de AVC chegam pelo Pronto-Socorro — na maioria dos casos transportados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) — e, confirmados os indícios do acidente vascular, são encaminhados diretamente ao Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP). Lá, o médico neurologista responsável avalia o caso e prescreve o trombolítico, medicamento que dissolve os coágulos sanguíneos causadores do AVC isquêmico. O processo exige sincronia entre diferentes equipes e instituições: a triagem inicial no pronto-socorro, a realização da tomografia e a administração do medicamento precisam acontecer em sequência rápida, dentro da janela terapêutica. O que a certificação Angels avalia O programa Angels é uma iniciativa internacional que monitora e reconhece a agilidade e a qualidade dos protocolos de atendimento ao AVC. A certificação não é concedida à estrutura hospitalar isoladamente — ela avalia o desempenho de toda a rede, da chegada da ambulância à conduta médica final. Para o enfermeiro Marcelo Rodrigues da Rosa, coordenador geral do Samu e diretor da Rede de Urgência e Emergência (RUE) de Pelotas, a integração entre os serviços é o que garante o resultado. Segundo ele, o objetivo da rede é que o paciente retorne à vida normal — com mobilidade, fala e capacidade de trabalho preservadas.
