Zona Sul avança em obras, mas medo de novas enchentes persiste
Dois anos depois da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, cidades da Zona Sul como Pelotas, Rio Grande e São Lourenço do Sul avançaram em obras, monitoramento e planejamento. Ainda assim, moradores atingidos relatam que a reconstrução não chegou por completo e que o medo de novas enchentes continua presente no cotidiano. Embora governos e instituições apontem avanços na chamada resiliência climática, a realidade nas áreas mais vulneráveis revela um cenário de recuperação desigual, com comunidades que ainda enfrentam prejuízos econômicos, estruturais e emocionais. Segundo o coordenador regional de Proteção e Defesa Civil, Márcio Facin, houve fortalecimento da atuação da instituição. “Todos os municípios passaram a contar com planos de contingência e estruturas organizadas para resposta a eventos extremos. O plano possibilita uma organização que vai da prevenção até a resposta”, afirma. Ele destaca também investimentos em monitoramento e a instalação de estações hidro meteorológicas, que ampliaram a capacidade de antecipação. Apesar disso, a vulnerabilidade permanece. Áreas próximas à Lagoa dos Patos e ao Canal São Gonçalo seguem ocupadas por famílias que dependem da pesca e convivem com o risco constante de novas cheias. Em Pelotas, a Prefeitura reforçou ações emergenciais e aposta no monitoramento para reduzir impactos. O secretário de Defesa Civil, Milton Martins, declara que a cidade está mais preparada, mas reconhece limites. “Nenhuma cidade do mundo está 100% pronta para enfrentar eventos climáticos extremos”, diz. Segundo ele, obras estruturantes ainda dependem de recursos e não estarão concluídas a curto prazo, o que mantém a necessidade de medidas emergenciais, como reforço de diques e atuação preventiva. 📝Lylian Santos/JTR 📸Gustavo Vara Leia a matéria completa no site www.jornaltradicao.com.br
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Dois anos das enchentes: Zona Sul ainda convive com perdas, medo e reconstrução incompleta
