18ª Conferência Municipal de Saúde de Pelotas debate SUS e políticas públicas
A 18ª Conferência Municipal de Saúde de Pelotas iniciou nesta sexta-feira (19), no auditório Dom Antônio Zattera, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), reunindo usuários do SUS, trabalhadores, gestores e representantes de entidades para debater propostas que irão subsidiar o Plano Nacional de Saúde. O evento tem como tema “Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. Em entrevista à RádioCom Pelotas, a secretária municipal de Saúde, Ângela Vitória, explicou que a etapa municipal integra a 18ª Conferência Nacional de Saúde e tem como objetivo definir diretrizes que irão influenciar o Plano Nacional de Saúde e a elaboração dos orçamentos públicos federal, estadual e municipal. Segundo ela, a antecipação da conferência permite que as propostas aprovadas possam incidir diretamente sobre o orçamento do próximo ano. A secretária destacou que os debates envolvem temas como financiamento, democracia, soberania e os impactos das mudanças climáticas na saúde. Ângela Vitória ressaltou que Pelotas investe atualmente 21% da receita corrente líquida em saúde, percentual acima do mínimo constitucional, mas defendeu maior participação das demais esferas de governo. Ela chamou atenção para o fato de que o Estado do Rio Grande do Sul estaria investindo 9% em saúde, abaixo dos 12% previstos em lei, e afirmou que é necessário um aporte mais efetivo por parte do governo estadual. A secretária também destacou que foram realizadas 50 pré-conferências em diferentes regiões do município e encontros temáticos voltados à saúde mental, saúde da mulher e outras áreas. Segundo ela, a principal demanda apresentada pela população é a redução das filas para consultas e exames especializados, consideradas atualmente o principal gargalo do sistema. As propostas aprovadas em Pelotas serão encaminhadas às etapas estadual e nacional da conferência. Na abertura do evento, o prefeito Fernando Marroni (PT) afirmou que o Sistema Único de Saúde é uma conquista histórica do povo brasileiro e um direito humano consolidado pela Lei 8.080, de 1990. Segundo ele, os 36 anos do SUS representam uma trajetória