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Manifestantes protestam em Pelotas contra PPPs na educação estadual

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Manifestantes realizam ato em Pelotas contra projeto de PPPs na educação estadual Pelotas, 17 de junho — Alunos, professores, representantes de movimentos sociais e centrais sindicais ligadas à educação participaram, na tarde desta terça-feira (17), de um ato em frente ao Colégio Estadual Dom João Braga, em Pelotas, contra o projeto do governo do Rio Grande do Sul que prevê a implementação de parcerias público-privadas (PPPs) em 98 escolas da rede estadual. A instituição é uma das quatro unidades da cidade impactadas pela proposta. Organizada por entidades ligadas à educação, a manifestação criticou a iniciativa do governo de Eduardo Leite (PSD), que prevê a concessão de serviços não pedagógicos das escolas à iniciativa privada por um período de 25 anos. O leilão está previsto para ocorrer no próximo dia 26 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo. Em entrevista durante o ato, a presidente do CPERS Sindicato, Rosane Zan, afirmou que a proposta representa uma retirada da responsabilidade do Estado sobre a educação pública e criticou a concessão das escolas à iniciativa privada, argumentando que a educação não deve ser orientada pela lógica do lucro. Segundo Zan, a categoria também denuncia a falta de debate sobre a medida e a desigualdade que, segundo ela, poderá ser criada entre as escolas contempladas e o restante da rede estadual. “O governo acaba criando uma grande desigualdade entre as 2.300 escolas da rede, colocando 98 escolas como excelência, com um aporte financeiro de R$ 4,5 bilhões para a iniciativa privada, enquanto muitas escolas vivem com recursos limitados. Uma empresa privada poderá receber mais de R$ 160 mil por mês para manutenção, enquanto algumas escolas arrecadam cerca de R$ 30 mil por ano pela autonomia financeira”, afirmou. A dirigente sindical também anunciou mobilizações previstas para os próximos dias. Nesta quarta-feira (18), está programado um ato em frente à Secretaria Estadual da Educação (Seduc), em Porto Alegre, seguido de uma caminhada até o Palácio Piratini, onde será realizada uma assembleia popular para definir novas formas de mobilização. Um novo dia de

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